quinta-feira, janeiro 28, 2016

25 coisinhas lindas do cotidiano #2


Essa é a segunda parte da lista que são de 100 detalhes maravilhosos que a vida nos proporciona e não reconhecemos, para ver a primeira é só clicar aqui.

Ainda falta mais 2 posts para completa-la e ta sendo tão bom ver que agora tem gente prestando atenção, continuarei postando até finalizar essa lista.

  1. Passar uma meta.
  2. Tirar o salto.
  3. Descobrir um jeito mais fácil de fazer uma coisa que você já fazia antes.
  4. Quando sua mãe vai ao mercado e lembra-se de comprar seu biscoite favorito.
  5. Descobrir interesses em comum com alguém.
  6. Quando ninguém mais quer o ultimo pedaço de pizza.
  7. Ganhar uma discussão.
  8. Rolar o rolo da câmera cai logo na foto que você queria.
  9. Quando alguém interessante passa, você olha pra trás e vê que a pessoa olhou para trás também.
  10. Achar sem querer o que você tava procurando há muito tempo.
  11. Esticar as pernas depois de um dia longo.
  12. Comer com seus melhores amigos.
  13. Dormir sozinha numa cama de casal.
  14. Arremessar alguma coisa no lixo e acertar de primeira.
  15. Pegar seu celular com 100% de bateria.
  16. Tirar o sutiã.
  17. Passar o dia inteiro comendo e assistindo filme.
  18. Conversar com alguém que você pode ser 100% você.
  19. Tirar a maquiagem.
  20. Quando alguém te oferece ajuda para te carregar algo pesado.
  21. Quando no meio do filme você lembra qual o outro personagem tem o mesmo dublador.
  22. Passar naquela fase difícil do jogo.
  23. Quando alguém rir da sua piada.
  24. Receber amor do seu cachorro quando você chega em casa.
  25. Quando algum conhecido para e te da carona.

terça-feira, janeiro 26, 2016

a estação mais quente do ano


Foram essas folhas que a seguiram, ela não tem mais nada com elas, não mais.
Foram dias escuros, ela passava as noites encarando a chuva no portão de casa.
Não tinha ninguém na rua, a não ser lixo e estava se igualando aquilo.
Depois esmagou as flores, foi tudo maldade disfarçada de inocência, ela sabia que aquilo era errado.
Retornou a si, viu que o frio não mais agarrava na pele, e poderia arrancá-lo com as unhas, mesmo que sangrasse.
Apagou a luz e encarou seu interior, passou a ver seu espelho mais como um amigo, quem refletia ali queria o seu bem.
Tava difícil viver no subterrâneo, mas se levantou, e logo os raios de sol tatuaram seu rosto.
Rastejou o chão sujo do banheiro, achou lembranças. Guardou as consigo.
Trouxe mais de um cara para lá, matou eles, apesar de todos continuarem vivos.
Do passado ela não fala mais.
Deixa-na, porque agora ela é verão.
Agora ela é vibra por todos os lados, agora é onipresente.
Talvez ela vá à praia, aproveitar o que ela se tornou.
Verão..., que ela não é mais a mesma. 

segunda-feira, janeiro 25, 2016

25 coisinhas lindas do cotidiano #1


Depois de assistir o filme do post anterior (resenha aqui), passei a prestar atenção nos detalhes que me agradam, colocar a mão dentro dos grãos, acompanhar a criação de uma teia, ver os formatos das nuvens e tudo que me deixa muito bem com a vida, então fiz uma lista de 100 coisas que no final do dia terminam sendo despercebidas.

Como ficaria cansativo fazer uma lista de 100 seguido, vou dividir em quatro, esse é o primeiro e durante a semana irei postando aos poucos.

  1. Tirar o casaco no calor.
  2. Cheiro de café.
  3. Quando um estranho sorrir para você.
  4. Ataque de riso.
  5. Aula vaga.
  6. Quando sua musica favorita toca em qualquer lugar aleatório.
  7. Ultimo dia de aula.
  8. Quando o correio chega.
  9. Cheiro de chuva.
  10. Quando o ônibus passa assim que você chega ao ponto.
  11. E além de chegar rápido tem cadeira vaga na sua parte preferida.
  12. Conseguir fazer uma maratona de filmes/séries.
  13. Encontrar alguém que tem a mesma mania estranha que você.
  14. Quando seus pais apoiam uma coisa que você quer muito.
  15. Quando você está chorando e alguém te faz rir.
  16. Quando VOCÊ faz alguém rir quando ela está chorando.
  17. Piadas internas.
  18. Chegar em casa e tirar os sapatos.
  19. Achar dinheiro no bolso.
  20. Abrir o livro na pagina certa.
  21. Cheiro de livro novo.
  22. Massagem nas costas.
  23. Massagem nas mãos.
  24. Cafuné.
  25. Tirar nota alta em uma matéria que você precisava muito.

domingo, janeiro 24, 2016

[Resenha] Filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain de Jean-Pierre Jeunet



Tem alguns filmes que são tão magníficos e ricos em detalhes que quem escreve sobre estes se sente em dívida com o leitor por não conseguir relatar o quão maravilhoso o filme é. 
Essa é a clara relação entre mim e você que está lendo isso agora, para conhecer mais a obra é só continuar lendo.

Título Original: Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain
Direção: Jean-Pierre Jeunet
Gênero: Comédia Romântica, Drama 
Ano: 2001
Minha avaliação (0-10): 9

Após deixar a vida de subúrbio que levava com a família, a inocente Amélie (Audrey Tautou) muda-se para Montmartre. Certo dia encontra uma caixa escondida no banheiro de sua casa e, pensando que pertencesse ao antigo morador, decide procurá-lo ­ e é assim que encontra Dominique (Maurice Bénichou). Ao ver que ele chora de alegria ao reaver o seu objeto, a moça fica impressionada e adquire uma nova visão do mundo. Então, a partir de pequenos gestos, ela passa a ajudar as pessoas que a rodeiam, vendo nisto um novo sentido para sua existência. Contudo, ainda sente falta de um grande amor.

Nos primeiros minutos do filme segue uma narração que permanece durante algumas cenas, já nesses momentos a gente vê que o filme não é simplesmente um filme metódico considerado como a maioria dos filmes franceses por alguns críticos, mas sim de pequenos prazeres cotidianos que nos fazem bem.

O filme começa com a infância de Amélie e vai trabalhando nisso nos fazendo amar a protagonista cada vez mais. Nos seus seis anos, é diagnosticada nas consultas mensais com seu pai que é médico com um problema cardíaco que não passa de um aceleramento comum que a mesma sente quando seu pai a toca, por ser algo tão raro já que ele não dá a devida atenção a ela.

Por esse problema, ela passa ser educada em casa pela própria mãe que é professora não tendo assim, nenhum contato com crianças, afetando seu relacionamento com outras pessoas em sua vida adulta. Tempos depois, sua mãe morre e o acontecimento só piora seu relacionamento com o pai. Já adulta decide sair de casa e se muda para o bairro parisiense de Montmartre, onde começa a trabalhar como garçonete.


E é nessa transição que entra em cena a queridíssima Audrey Tautou, a atriz com o maior carisma que eu já encontrei nas telas de cinema e com o sorriso mais cativante da história. A entrega da Amélie para as pessoas é a mesma da Audrey para o papel, com todas suas caras e bocas que a própria atuação requer gera a falsa certeza para quem assiste que o filme, nunca saiu da cabeça de alguém e na verdade foi tudo real.
Sem você, as emoções de hoje seriam apenas uma pele morta das emoções do passado.
Tudo fica mais excitante quando Amélie encontra no rodapé do seu banheiro uma caixa de lembranças que está lá há 40 anos e decide entrega-la ao seu dono. A partir daí ela decide algo que pode mudar sua vida: se a reação do proprietário da caixinha for positiva, ela começará a influenciar na vida das pessoas ajudando-as, se fosse negativa abandonaria a ideia.
Resultado: ele chora de emoção ao rever praticamente toda infância em suas mãos.
Então, pequena Amélie, os teus ossos não são feitos de vidro. Podes levar algumas pancadas da vida. Se deixares escapar esta oportunidade, eventualmente o teu coração vai ficar tão seco e quebradiço como o meu esqueleto. Então, vai apanhá-lo!
O filme todo é completo por uma camada leve de laranja e vermelho, qualquer momento que alguém pausasse o filme poderia ser facilmente confundido por uma fotografia, e em falar de fotografia, o filme é rico nesse quesito, todos os momentos calculados milimetricamente dão ao filme um toque tão singular que você só ver na maioria dos seus sonhos.

Todos os personagens tem uma carga de peculiaridade fora do normal, e é tão gostosinho de ver como cada um é intenso de seu jeito, desde o vizinho ao amor da vida da protagonista.

Sem falar do cenário, depois de 1 hora já estava com a ideia concreta de querer viver nem que seja por uma semana em alguma parte da frança para sentir o tanto que os personagens sentiam.

A trilha sonora é quase toda instrumental e trás a certeza que seja onde ou quando que você escutar La Valse D'amelie vai parar totalmente seu cérebro e colocará suas partes preferidas do filme diante de seus olhos.



Algumas cenas tiraram lágrimas dos meus olhos, principalmente do final. Talvez por me identificar com cada um que estava fazendo o que gostava ali ou pelo simples fato de Amélie ser tão sonhadora quanto eu, a verdade é que eu passei a ver a história como algo que mexeu com o meu interior, vai mais além de um filme e isso eu não teria como explicar a alguém porque ninguém entenderia a profundidade desse filme para mim, a não ser eu, óbvio. 

Provavelmente você assista e não concilie minhas palavras com o filme, já que eu elogiei bastante. Pode ser que goste tanto ou até mais que eu. Talvez você não goste nem um pouco e não entenda tanta devoção.

Mas isso é de pessoa para pessoa e a qualidade do filme não será contestada de forma alguma já que está mais que provada o merecimento nas cinco premiações do Oscar em 2001.

A vida é bela, apesar de tudo.

domingo, janeiro 10, 2016

o peso do céu


Ombros curvados, olhos inchados.
O nariz já está cortado, a boca não sabe mais pronunciar a palavra amor.
A audição já está cansada, de tanto ouvir "força", "é só uma fase", "vai passar", quem querem enganar? Porque eu não sou.
O meu tórax continua pesado e a minha coluna não é mais capaz de sustentar minha alma.
As minhas mãos cheias de calo, não seguram o choro, nem limpam a minha pele marcada, pelo rastro de sangue.
Minha voz continua falha, e minhas pernas quebradas.
Meus pés cortados imploram por clemência, e não são só eles, eu também.
Meu coração está parado, igual ao meu cérebro.
Tudo dói. Tudo se resume a dor.
Sinto o calor da minha respiração, e a coragem tomando conta do meu ser.
A frente se encontra um estilete, um livro, vários lenços.
Uma caixa de fósforos, uma corda. Um saco plástico.
Até mesmo meu estômago está duvidando dos meus pensamentos.
Vejo uma luz um pouco longe.
Tento correr, mas meus ossos zombam de mim. Pensei um dia que minha carcaça nunca me trairia, me enganei.
Acho que devo pular o impulso sempre foi meu amigo, esse sim nunca me deixou.
Então porque logo eu deveria negar isto a ele?
No 3, pulo.
E por fim:
Abraço a morte. 

Este texto não faz apologia ao suicídio propriamente dito, que fique claro que todas minhas palavras são para serem levadas metaforicamente e o único ponto de vista que eu não aceito baseado no meu texto é o literal.

quarta-feira, janeiro 06, 2016

6 on 6 - preto e branco


6 on 6 é um projeto fotográfico que são 6 blogs postando 6 fotos com algum tema que elas irão escolher todo dia 6. 
O intuito é estimular a fotografia e com ela mostraras pequenas maravilhas da nosso vida. 
O tema desse mês é P&B.

terça-feira, janeiro 05, 2016

Mudar is the new black


Eu sou totalmente a favor das mudanças. Mudar de pensamento a cada 1 minuto não é defeito de ninguém, tanto que nós mudamos automaticamente e consequentemente nossas ideias não são mais válidas. Eu mesma, mudo demais. Quantas vezes o blog que escrevo já passou por muitas delas? Algumas poucas pessoas que ainda me acompanham sabe que, antes mesmo de me estabilizar aqui, o nome de meu blog já foi mais de 3. Layouts uns 4, no mínimo e o que eu queria passar sempre era diferente.

O foda é que nem tudo muda de uma vez. Por exemplo:
Em uma "caixa" que tem 10 opiniões, 3 mudaram mas as 7 continuaram como antes. 
Depois, as 7 mudaram e só 1 acompanhou. 
E com uma probabilidade de ninguém entender meu raciocínio, eu tento mostrar onde eu quero chegar: quando você muda e alguém ou algo que antes você tinha uma afeto não acompanha esse processo de amadurecimento. 

A maioria das pessoas que me leem está na fase de descobrir as coisas, então todo mundo esta testando novos estilos, gostos, saindo com pessoas diferentes, é uma coisa totalmente  aceitável porque é nesta fase que podemos definir maiorias das coisas que decidiram o futuro, tendo a chance de quando chegar no futuro aquilo que você achava ser o ideal não ser mais e ter que mudar novamente. 

Isso são consequências de está vivendo. 
É uma coisa de boa, sério.

Nesse hiatos em que estive, 3 ou mais dos blogs que eu acompanhava, acabaram. Simples assim. Uma das explicações que deixaram foi: 

"Estamos aproveitando mais a vida lá fora, gostando de sair e o ********* foi aos poucos deixado de lado... "
 Outra foi um pouco mais direta e:

"Apesar de ser a minha melhor fase aqui, venho anunciar, de uma forma um tanto inesperada e brusca, que o *********** chegou ao fim."
E teve outra que nem despedida fez e quando eu fui procura-lo o que me esperava era uma mensagem automática do blogger avisando que "O blog foi removido".

Todas elas mudaram e eu não acompanhei a mudança. Só isso. Mas isso não me faz melhor ou pior que elas, eu só sou uma das 7 opiniões da caixa. 

De todas vocês que tem um blog como eu, quantas amigas suas desistiram quando estavam no começo? Esperar pra ser reconhecido, achar conteúdo para manter uma frequência e lidar com plágio e mais de 30 blogs do mesmo tema que o seu, não é fácil. Por isso, dando as devidas situações, é melhor desistir; e não estou chamando os administradores desses blogs de fracos por optarem parar por aí, eles só acharam coisas mais importantes para aquele momento. Eles mudaram. 

(In)Felizmente isso acontece.
O que nos restar é saber lidar. 
Porque mudar significa "fazer ou sofrer modificação; modificar(-se), alterar(-se) e eu sei, que você precisa disso.

domingo, janeiro 03, 2016

nenhum dos dois merecia o que o outro tinha para oferecer


A toda hora que me sento, vestígios de seus passos invadem a minha mente, preenchendo-a com o sentimento bom de nostalgia, mas também da certeza que é só mais uma pessoa que me marcou.

Não guardo rancor, não sinto a necessidade de me massacrar lembrando-me do que você já fez, muito menos gosto de ver quando te fazem mal, é só que ainda dói, sabe?

A dor das palavras vomitadas na hora da raiva e das mentiras feitas para você se sentir superior na hora da discussão, você sempre me conheceu milimetricamente e sempre soube de meus pontos fracos, fazendo questão de atingir todos eles.

Não quero ver você sofrer por alguém que não te mereça, nem quero que a cada reflexo de memória você guarde o sentimento de uma história mal acabada, só quero que saiba que a todos os custos, eu te amei mais do que a mim mesma. Você ainda é de extrema importância pra mim, mas você nunca me mereceu.

Nunca mereceu a minha euforia ao te encarar nos olhos. Nunca mereceu minhas milhares de mensagens enviadas e não respondidas. Nunca mereceu a minha risada de suas piadas ruins, nem das minhas histórias que compartilhei somente com você.

Mas nem tudo na vida são somente flores e chega uma hora que eu também não merecia: sua ignorância, sua irritação, seus foras e demasiadas outras coisas as quais você praticava contra mim.

Eu não merecia inúmeras coisas vindas de você, muito menos o papel de trouxa que fiz, em te amar.

 
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